sexta-feira, 3 de maio de 2013

SOMOS TÃO JOVENS
Maio será o mês de Renato Russo nos cinemas. Nesta sexta-feira (3) estreia Somos Tão Jovens, cinebiografia que flagra os anos de formação do líder da Legião Urbana, da adolescência até o início da vida adulta em Brasília. Já o último fim de semana do mês tem previsto o lançamento de Faroeste Caboclo, adaptação da quilométrica história de João de Santo Cristo.
Somos Tão Jovens é um lançamento ambicioso, o principal do fim de semana, com 550 salas.Faroeste Caboclo tem gerado muita expectativa entre os fãs, e não é apenas pela presença de Isis Valverde no elenco, como Maria Lúcia. Para o bem ou para o mal, mesmo há quase 17 anos de sua morte, Renato Russo continua a ser o maior ídolo do rock nacional - e o Legião uma das bandas que mais vende no País.
Se Somos Tão Jovens fizer o sucesso que se espera dele boa parte pode ser colocada na conta de Thiago Mendonça. O ator conseguir mimetizar os trejeitos de Renato Russo com delicadeza, sem exagerar nos gestos ou na fala. Ouvir Mendonça na tela é como assistir a entrevistas antigas de Renato, inclusive com a prepotência e segurança na voz de quem planejou desde muito cedo todos os passos que queria dar na vida.
Apesar de claramente ser uma homenagem, o filme não cai na simplicidade de retratar um Renato Russo acima do bem e do mal. Estão na tela o egoísmo de quem não tinha vergonha de usar os amigos para seu próprio interesse, o alcoolismo juvenil que o levava a pagar mico embaixo de janelas dos blocos de Brasília, a rebeldia de menino mimado, os ataques de estrelismo. Um retrato generoso de uma época bem distante do momento em que o mito suplantou o personagem que Renato criou para si.
No entanto, o filme é irregular e demora a engrenar, principalmente por tentar abranger, aos poucos, cada um dos elementos que criaram a persona Renato Russo. Partindo da epifisiólise, a doença rara que o deixou prostrado na cama por meses na adolescência - período em que devorou livros e discos como pastilhas de tic-tac -, e passando pela descoberta do punk nos semanários ingleses que lia na escola onde lecionava inglês, o longa vai juntando cada fato esparso como um quebra-cabeça que nunca se completa. 
A criação do Aborto Elétrico, ponto fundamental da origem do rock de brasília, é abordada meticulosamente, mas esbarra nas atuações forçadas de Bruno Torres, como Fê Lemos, e Sergio Dalcin, como André Pretorius - no filme chamado de Petrus. A paixão platônica do vocalista por Flávio Lemos e a crescente tensão entre ele e o baterista, no entanto, ficam nítidas na tela. Apesar de continuarem amigos, o rancor de Renato pelo fim da banda nunca se dissipou totalmente - quando a gravadora do Capital Inicial sugeriu que o grupo pedisse uma música a Renato para o terceiro disco, o compositor negou a canção na cara de Fê Lemos.

Um dos motivos do legado do Legião Urbana ter crescido com os anos provavelmente reside no fato de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá não terem abusado do espólio da banda. As constantes brigas com a família de Renato parecem ter diminuído - tanto a irmã do cantor como o filho do guitarrista fazem participações especiais no filme, por exemplo. Assim, mesmo que tardiamente, um dos grandes ídolos da música brasileira ganha as telas. Não deve converter novos legionários, mas nem precisa: as canções estão aí para isso.
Fonte: Terra

Aniversariante: JAMES BROWN
James Brown, foi um cantor, dançarino, compositor e produtor musical norte-americano reconhecido como uma das figuras mais influentes do século XX na música.
Em vida, vendeu pouco mais que 100 milhões de álbuns e é reconhecido como um dos maiores artistas de todos os tempos.
Como um prolífico cantor, compositor, dançarino e bandleader, Brown foi uma força fundamental na indústria da música. Deixou sua marca em diversos artistas ao redor do mundo, incluindo o Rei do Pop Michael Jackson.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Para quem se interessa por vinis raros, objetos de decoração retrô e afins, recomendo o espaço da minha querida Bianca Castilho.
VINTAGE - Retrô e Relíquias

O SOM DO SILÊNCIO
Simon compôs essa música como uma balada acústica, mas não vingou. Enquanto Simon estava na Inglaterra, Wilson, produtor de ‘Like a Rolling Stone’, pediu a membros da banda de Dylan que acrescentassem bateria e guitarra. A Columbia lançou a versão elétrica de ‘Silence’, que tornou-se um sucesso antes mesmo que Simon e Garfunkel a ouvissem. Foi escrita em fevereiro de 1964 pelo cantor e compositor Paul Simon. "The Sound of Silence" foi originalmente chamada "The Sounds of Silence" e foi intitulada dessa forma nos primeiros álbuns em que apareceu e no lançamento do primeiro single; apenas em compilações mais tarde seria renomeada "The Sound of Silence". Tanto no singular como no plural aparecem nas letras. 
Essa é para a Bia Vaz. 
YOU REALLY GOT ME
Kinks


Convencidos de que os dois singles anteriores da banda haviam ido mal porque tinham um som muito limpo, Os Kinks entraram no estúdio no verão de 1964 para gravar essa canção deliberadamente crua. Mas a gravação original ainda era limpa demais, e a banda teve que pegar emprestada 200 libras para cobrir o custo de outra sessão de estúdio. Dave Davies, o guitarrista, cortou o cone do auto-falante de seu amplificador com uma lâmina de barbear para conseguir o som sujo desejado para seu imortal e incandescente riff. “A música veio de um ambiente de trabalhadores”, relembrou Dave. Um mês mais tarde, a música, um proto-heavy metal, foi direto para o topo das paradas britânicas.

quarta-feira, 25 de abril de 2012


OS MAIORES DA GUITARRA
Toda lista gera discussões, essa é uma da revista Rolling Stone sobre os maiores guitarristas da história, votada por 50 dos maiores guitarristas do mundo.


01 – Jimi Hendrix
02 – Eric Clapton
03 – Jimmy Page
04 – Keith Richards
05 – Jeff Beck
06 – B.B. King
07 – Chuck Berry
08 – Eddie Van Halen
09 – Duane Allman
10 – Pete Townshend


Acrescento por minha conta: David Gilmour, Stevie Ray Vaughan, Joe Satriani, Ritchie Blackmore, Steve Vai, Yngwie Malmsteen, Jason Becker, John Petrucci e Brian May.



CITAÇÕES DE ZAPPA
"Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus país, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão, dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece."

"Existe mais canções de amor do que qualquer outro tipo. Se canções influenciassem as pessoas, amaríamos uns aos outros."

ANIVERSARIANTES DA MÚSICA
23/04/1936 Roy Orbison
27/04/1950 Ace Frehley (guitarrista do Kiss)
27/04/1964 Dinho Ouro Preto (vocalista do Capital Inicial)





domingo, 25 de março de 2012


FRASES DE ROCKSTARS
"Alguns cientistas acreditam que hidrogênio, por ser tão abundante, é o elemento básico do universo. Eu questiono este pensamento. Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo."
(Frank Zappa)

"Nos nossos shows, nós nos divertimos, o público se diverte, a policia se diverte, é um triângulo amoroso muito doido."
(Jim Morrison)

"Eu entrei na banda para viajar, não para ser um rockstar. Eu nem pensava em gravar um disco quando fizemos o primeiro álbum. Depois eu só queria dizer 'olha mãe, olha o que fizemos - minha voz em um pedaço de plástico para sempre'."
(Ozzy Osbourne)

MÚSICA DE ELEVADOR
O termo Música de elevador (também conhecida como muzak, piped music, weather music, ou lift music) refere-se a um estilo suave de arranjos instrumentais de Músicas populares designadas para tocar em centros comerciais, mercearias, lojas de departamentos, sistemas telefônicos (quando a ligação está em espera), barcos, aeroportos, salas de espera de doutores e dentistas, e elevadores. O termo também é frequentemente ligado para qualquer forma de easy listening ou smooth jazz.
O termo Muzak foi cunhado pela maior empresa do gênero: Muzak corporation.
Música de elevador é, tipicamente, um arranjo para uma música com uma melodia simples, que pode ser reiniciada de forma suave como um loop. A intenção da música de elevador é o efeito psicológico: ela acalma. Em um shopping ou em uma loja de departamentos, uma música relaxante faz com que as pessoas sintam-se confortáveis e passeiem mais pela loja. Ultimamente, em muitos lugares do mundo, já existem rádios especializadas em música do elevador e outras que utilizam esse tipo de música para intervalos musicais e comerciais.

ANIVERSARIANTES DA MÚSICA
25/03/1947 Elton John
26/03/1948 Steven Tyler (vocalista do Aerosmith)


sábado, 18 de fevereiro de 2012


O VERÃO DO AMOR
Verão do Amor (Summer of Love) foi um evento que teve origem numa passeata pela paz, no dia 15 de abril (primavera) de 1967, em Nova York, que reuniu cerca de 300 mil participantes - a maior manifestação popular realizada nos Estados Unidos, até então.
O movimento contou com a participação de romancistas premiados, astros do rock, hippies, professores rebeldes e pessoas simples da classe média, para protestar contra a Guerra do Vietnã. Entre eles estavam o médico e ativista Benjamin Spock, o cantor popular Pete Seeger e o líder do movimento pelos direitos civis, Martin Luther King Junior.
Por toda parte, começaram a despontar comunidades hippies: Nova York, Seattle, Atlanta, Los Angeles, Chicago, Vancouver, no Canadá, e através da Europa. Os encontros tornaram-se a atividade preferida da contracultura nos Estados Unidos e na Europa. O de maior destaque, o epicentro da revolução hippie dos anos 1960, aconteceu no distrito de Haight-Ashbury, em São Francisco, onde milhares de jovens estabeleceram residência temporária - expressando-se através da música, das drogas e da prática do amor livre.
O Verão do Amor é considerado como tendo sido uma nova experiência social. A oposição à guerra foi um impulso para buscar valores e estilos de vida "alternativos". Uma nova era, na qual as pessoas "fariam amor, não guerra".

JEFFERSON AIRPLANE
Jefferson Airplane foi uma banda estado-unidense de rock psicadélico formada em São Francisco no verão de 1965, uma pioneira do movimento musical psicodélico. Várias encarnações posteriores do grupo original continuaram a tocar sob nomes diferentes, um reflexo do passar dos anos e da formação da banda. Foram eles Jefferson Starship, mais tarde somente Starship e posteriormente Jefferson Starship The Next Generation.
Suas canções mais famosas como Jefferson Aiplane são "Somebody to Love", de 1966, "White Rabbit", de 1967; como Starship são "Sara", de 1985, e "Nothing's Gonna Stop Us Now", de 1987. Tocaram no Festival de Woodstock de 1969.

ANIVERSARIANTES DA MÚSICA
19/02/1948 Tony Iommi (guitarrista do Black Sabbath))
19/02/1963 Seal
20/02/1967 Kurt Cobain (vocalista e guitarrista do Nirvana)

domingo, 12 de fevereiro de 2012


VOCÊ SABIA?
- Que a expressão rock´n´roll foi criada pelo disc-jóquei americano Alan Freed, em 1953. Ele se inspirou na letra de um antigo blue, que dizia: "My baby she rocks me with ateady rool" (Minha querida me embala com um ritmo constante).

- Que o disco Thriller, de Michael Jackson,  já ultrapassou a marca de 47 milhões de cópias vendidas?

- Qual a diferença entre uma orquestra sinfônica e uma filarmônica? 
Todas as orquestras filarmônicas são sinfônicas. O adjetivo filarmônica, que vem do grego e significa "amante da música", representa as orquestras financiadas por sociedades privadas.


- Que em janeiro de 1985, os 45 maiores nomes da música americana gravaram o Lp"We are the World" em benefício das vítimas da fome na África. O disco e o clipe renderam 55 milhões de dólares.

- "Bohemian Rhapsody" letra de Freddie Mercury, musica gravada originalmente pela banda Queen em 1975 no álbum 'A Night at the Opera'. Ela possui uma comum e curiosa estrutura musical, ora genero pop e ora uma obra de rock progressivo, lançada em compacto e tornou-se um grande sucesso comercial. Possui seis sessões sem
qualquer refrão. 

- Lobão, Lulu Santos e Ritchie fizeram parte de uma banda prog/psicodélica nos idos dos anos 70, chamada Vímana.

- Os Beatles foram os primeiros a fazer video clips de suas músicas. Eles estavam cansados de tocar diversas vezes em programas de TV, então decidiram gravar as músicas em vídeo e distribuir para as TVs. Os 2 primeiros clips foram: Paperback Writer e Rain. George Harrison disse na série Anthology: "De certa forma, inventamos a MTV"

ANIVERSARIANTES
12/02/1935 Ray Manzarek (tecladista do TheDoors)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


20 MELHORES ÁLBUNS
Média segundo as listas de algumas revistas e sites de música:

01 – Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band (Beatles) 1967
02 – Pet Sounds (Beach Boys) 1966
03 – What’s Going On (Marvin Gaye) 1971
04 – Dark Side of The Moon (Pink Floyd) 1973
05 – Revolver (Beatles) 1966
06 – Live at The Apollo (James Brown) 1962
07 – Highway 61 Revisited (Bob Dylan) 1965
08 – Thriller (Michael Jackson) 1982
09 – Are You Experienced? (Jimi Hendrix) 1967
10 – Rubber Soul (Beatles) 1965

11 – It Takes a Nation of Millions To Hold Us Back (Public Enemy) 1988
12 – Nevermind (Nirvana) 1991
13 – Elvis Presley (Elvis Presley) 1956
14 – Born To Run (Bruce Springsteen) 1975
15 – Exile On main Street (Rolling Stones) 1972
16 – Blonde On Blonde (Bob Dylan) 1966
17 – Innervisions (Stevie Wonder) 1973
18 – London Calling (The Clash) 1979
19 – Abbey Road (Beatles) 1969
20 – Purple Rain (Prince)

ANIVERSARIANTES
06/02/1945 Bob Marley
06/02/1962 W. Axl Rose (vocalista do Guns n' Roses)
10/02/1962 Cliff Burton (ex-baixista do Metallica)
10/02/1931 Cauby Peixoto

O verdadeiro nome de alguns astros da música:
Agenor de Miranda Araújo Neto ....... Cazuza
Ana Mae Bullock ...... Tina Turner
Reginald Kenneth Dwight .....
Elton John
Luís Murício Pragana dos Santos ....Lulu Santos
Robert Allan Zimmerman ....
Bob Dylan
William Board ....... Billy Idol
Vicent Damon Furnier ...... Alice Cooper
David Robert Jones .....
David Bowie
João Luiz Woerdenbag Filho ...... Lobão

CURIOSIDADES
Para criar suas músicas, Ludwig van Beethoven (1770-1827) despejava água gelada sobre a cabeça. Garantia que isto estimulava o cérebro. Beethoven era totalmente surdo quando compôs a Nona sinfonia. Ele sofreu perda parcial da audição aos 32 anos e aos 46 não podia ouvir mais nada.

domingo, 5 de fevereiro de 2012


O SAUDOSO ‘BRock’ DOS ANOS 80

O rock brasileiro da década de 80, também considerado por muitos como pop rock nacional dos anos 80, foi um movimento musical que surgiu já no início da década. Ganhou até mesmo um apelido, o BRock, dado por Nelson Motta. É caracterizado por influências variadas, indo do new wave, passando pelo punk e o próprio conteúdo pop emergente do final da década de 70. Ainda assim, em alguns casos, tomou por referência ritmos como o reggae e a soul music . Suas letras falam na maioria das vezes sobre amores perdidos ou bem sucedidos, não deixando de abordar é claro algumas temáticas sociais. O grande diferencial das bandas deste período era a capacidade de falar sobre estes assuntos sem deixar a música tomar um peso emocional ou político exagerados. Fora a capacidade que seus integrantes tinham de falar a respeito de quase tudo com um tom de ironia, outra característica marcante do movimento. Outra particularidade típica foi o visual próprio da época; cabelos armados ou bastante curtos para as meninas, gel, roupas coloridas e extravagantes para os meninos e a unissexualidade de tudo isso, herança direta do Glam Rock de Marc Bolan, David Bowie e seus discípulos, como o Kiss e The Cure.
Tudo começou com o surgimento de bandas como a Gang 90 e as Absurdettes, seguida por sua contrapartida carioca, a Blitz e seu grande sucesso "Você não soube me amar", de 1982, tendo integrantes como Lobão, Evandro Mesquita e Fernanda Abreu, artistas em voga até hoje. O sucesso iminente dessas bandas impulsionou o lançamento de produtos infantis como revistas em quadrinhos e álbuns de figurinhas, tamanha a popularidade obtida com este público específico. O auge da Blitz aconteceu em 1985, no show do Rock in Rio. Liderada por Evandro Mesquita, a banda tinha como característica marcante as performances teatrais no palco, que se tornaram grandes brincadeiras responsáveis pela animação coletiva do público que comparecia aos shows. Mas não eram apenas apresentação musicais: envolviam música e muita interpretação, o que tornaria o show da banda um referencial de espetáculo para os músicos que começavam a surgir. O sucesso da Blitz foi a porta de entrada para outras bandas que ensaiavam escondidas em suas garagens.
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília pipocavam bandas no início dos anos 80. No sudeste do país, o Rio de Janeiro revelou vários conjuntos. Os shows no “Circo Voador”, local que se tornou o berço de várias bandas que estouraram naquela época, revelaram Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, Gang 90 e as Absurdettes, Barão Vermelho, entre outras. Destas, as que tiveram mais destaque (e continuam tocando e fazendo relativo sucesso até hoje) são os Paralamas, Kid Abelha e Barão Vermelho.
Estas últimas remanescentes reúnem muitas das características do rock daquela geração. Os Paralamas do Sucesso, por exemplo, apostaram na mistura do rock com reggae e ritmos africanos, exemplificado nas faixas do disco "Selvagem?", de 1986 especialmente em "Alagados" e "A Novidade". Tudo isso, adicionado a um apelo pop influenciado pelo rock inglês da época, formou um tipo de som considerado revolucionário ao público e crítica daqueles anos. A banda também mostrou, principalmente no disco anterior,“O Passo do Lui”, muitas influências da banda inglesa “The Police”.
O Kid Abelha apostou mais no som com influências do pop, da new wave e da jovem guarda. Músicas como “Por Que Não Eu?”, “Como Eu Quero”, “Pintura Íntima” e “Fixação” são seus exemplos mais vivos.
Já o Barão Vermelho fixou-se no rock mais tradicional, aliado à força das letras poéticas do vocalista Cazuza. Em seus primeiros passos como uma banda, no começo da década, suas influências diretas eram o blues e o rock'n roll clássico dos Rolling Stones. Canções como “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” (ainda com Cazuza na banda) e “Pense e Dance” (com Roberto Frejat assumindo os vocais depois da saída de Cazuza em carreira solo) são algumas das mais marcantes da geração Coca-Cola.
As bandas paulistas também tiveram importante papel no cenário que havia se formado. Algumas das principais referências vindas deste estado eram Ultraje a Rigor, RPM, Titãs e Ira!.
Influenciados pelo punk e pelo rock mais pesado, o IRA! e os Titãs trilharam caminhos parecidos. Ambas tiveram como característica os altos e baixos nos números de vendas de discos. Além disso, uma curiosidade que liga especialmente as duas bandas: em 1985, Titãs e IRA! trocam de bateristas, saindo Charles Gavin do IRA! e indo para os Titãs, e André Jung fazendo a trajetória inversa. Ambos ainda tocam com suas respectivas bandas até hoje.
O Ultraje a Rigor, a exemplo do Barão Vermelho no Rio de Janeiro, apostou todas as fichas na força do puro rock'n roll. Mas as duas bandas tinham uma grande diferença. Enquanto a banda liderada por Cazuza e Roberto Frejat calcava a carreira cada vez mais na seriedade de suas letras (que questionavam, entre outros assuntos, as condições da sociedade da época), a banda liderada por Roger Moreira falava destes problemas com ironia e um deboche escrachado. Músicas como "Inútil" - citada até pelo político Ulisses Guimarães na época das "Diretas Já" - viraram hinos da juventude bem humorada e cansada dos tempos difíceis da ditadura, tanto pelo aspecto econômico quanto por outros problemas que cresceram no país, durante os anos 80. Curiosidade: o riff de guitarra de "Inútil" foi composto pelo guitarrista da banda na época, Edgar Scandurra, que depois se tornaria guitarrista e principal compositor do IRA!.
São Paulo trouxe à tona também o maior fenômeno de vendas das bandas dos anos 80. O RPM, liderado pelo carisma do vocalista Paulo Ricardo, quebrou recordes de vendagens de discos e de shows no país, em um fenômeno nunca antes visto em terras brasileiras. Faixas como “Rádio Pirata”, “Louras Geladas”, “Olhar 43” e “A Cruz e a Espada”, do primeiro disco da banda, "Revoluções Por Minuto", foram sucessos em rádios de todo o Brasil. Para aproveitar o sucesso, um ano depois do primeiro disco eles lançam “Rádio Pirata Ao Vivo”. As versões ao vivo de músicas já consagradas do primeiro álbum, mais faixas inéditas (“Alvorada Voraz”) e covers (“London London”, de Caetano Veloso) agradaram em cheio o público, fazendo com que o álbum vendesse 2,2 milhões de cópias. As características da banda são baseadas na mescla de teclados, sintetizadores, guitarras e baterias eletrônicas em alguns momentos, aliados ao vocal carismático de Paulo Ricardo, que virou símbolo sexual da época.

O Rio Grande do Sul, apesar de afastado do eixo Rio - São Paulo, revelou bandas importantes do cenário rock dos anos 80. Os destaques foram as bandas Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós.
Os Engenheiros do Hawaii surgem no ano de 1986, com o disco “Longe Demais das Capitais”. As letras do vocalista Humberto Gessinger chamaram a atenção pela crítica ácida aos padrões da sociedade da época e, durante os discos seguintes da banda, arrebanharam milhões de fãs fiéis em todo o país. Durante a década, a característica principal da sonoridade dos Engenheiros era o entrosamento dos três integrantes. Humberto Gessinger, que assume o baixo no segundo disco, "A Revolta dos Dândis", de 1987; Augusto Licks, guitarrista que se junta à banda depois do lançamento do primeiro disco; e Carlos Maltz, baterista, eram os músicos que tinham como influências bandas como o "Rush" e "Emerson, Lake and Palmer", sempre misturando o rock com as sonoridades tradicionais gaúchas, do estado do Rio Grande do Sul.
O Nenhum de Nós nasce em 1987, com o disco "Nenhum de Nós". A banda, liderada pelo vocalista e baixista Thedy Corrêa, tinha influências de rock inglês, música folk americana e elementos da música regional gaúcha, a exemplo do Engenheiros do Hawaii. As características da banda são vistas em músicas como "Camila, Camila" e "Astronauta de Mármore", uma versão de "Starman" do roqueiro inglês David Bowie
Em Brasília existia um circuito de bandas. Tudo começou com o Aborto elétrico (1980), banda formada por Renato Russo(voz e guitarra),Fé Lemos(bateria) e seu irmão Flávio Lemos(baixo). No ano em que o Aborto se separou, surgiram as bandas de Brasília Plebe Rude, Legião Urbana e Capital Inicial, que depois se tornaram famosas.
Da Bahia surgiu a banda Camisa de Vênus, liderada por Marcelo Nova, amigo e sob nítida influência de Raul Seixas, e também do punk rock inglês. Havia muita resistência das gravadoras ao nome da banda, considerado de difícil divulgação. Seu principais sucessos são "Simca Chambord", "Sílvia Piranha", "Eu não matei Joana D'Arc".

Hoje em dia, há uma movimentação que mostra algumas bandas do BRock voltando à ativa, mesmo que apenas para shows. O saudosismo do público com os artistas daquela época colabora para que a "onda anos 80" esteja mais forte do que nunca, marcando inúmeros lançamentos de coletâneas, remasterização de discos, livros sobre a época e sites de discussão na Internet.

Também destaco nessa década as bandas e artistas: Biquíni Cavadão, Dr. Silvana e Cia, Lulu Santos, Marina Lima, Inimigos do Rei, Sempre Livre, Ritchie, Zero, Radio Táxi, Grafite, Magazine, Léo Jaime, Placa Luminosa, Heróis da Resistência e Metrô.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


GRANDES ÁLBUNS

Ganhei do amigo Gilberto Coutinho o clássico LP The Queen is Dead que é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa The Smiths, lançado em 1986. Um álbum para se ter. A capa é uma foto do ator Alain Delon, datada de 1965, como se estivesse morto. Para os Smiths significava o fim de um período marcado pelo tédio, seria a libertação das tradições aristocráticas da Inglaterra.
The Queen is Dead marca o auge criativo da banda, sendo aclamado até hoje como um dos melhores discos de todos os tempos[carece de fontes]
A faixa título, que abre o disco de forma épica, apresenta-se como um rock vigoroso, com várias camadas de guitarra. A letra fala sobre a Inglaterra dos anos 80, criticando instituições fortes como a monarquia e a igreja. Morrissey declara ao final da música "A Rainha está morta, e é tão solitário no limbo / A vida é muito longa quando voce está sozinho".
A segunda faixa, "Frankly, Mr. Shankly", foi escrita ironizando Geoff Travis, dono da gravadora independente Rough Trade, que lançou todos os discos dos Smiths. Disfarçando Travis com o pseudônimo 'Mr. Shankly', Morrissey o ridiculariza numa das faixas mais alegres do disco.
"I Know it's Over" é considerada por muitos uma obra prima dos Smiths: uma balada tristíssima, onde Morrissey pede consolo a sua mãe por estar sozinho, sem amor, apesar de ser inteligente e divertido.
"Never had no one ever" é outra balada lenta, triste, com a guitarra bem marcada de Johnny Marr.
"Cemetry Gates" celebra a prosa e a poesia, e toca no tema controverso do plágio, e homenageia um dos heróis de Morrissey, o escritor Oscar Wilde.
"Bigmouth strikes again" foi escrita depois que a imprensa inglesa criticou um comentário que Morrissey fez, lamentando que a então primeira ministra britanica, Margaret Thatcher teria escapado ilesa de um atentado a bomba.
"The boy with the thorn in his side", que pode ser traduzida como "o garoto com uma pedra no sapato", ou seja, com algum problema, foi direcionada a industria musical, segundo Morrissey, que nunca acreditava no que ele dizia. Uma faixa luminosa, um clássico dos anos 80.
"Vicar in a tutu" é uma sátira divertida sobre um vigário que se divertia usando um saiote de bailarina.
"There is a light that never goes out" é outra peça chave do disco, talvez a melhor música dos Smiths, ou a que melhor os define: um passeio de carro a noite com a pessoa amada, no qual nem a morte poderia estragar.
O disco termina com "Some girls are bigger than others", marcada pela genial guitarra de Johnny Marr.

ANIVERSARIANTES DA MÚSICA
04/02/1948 Alice Cooper
05/02/1962 Edgard Scandurra (guitarrista do Ira!)
05/02/1962 Duff McKagan (baixista do Guns n' Roses)